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Amigos Vapers,

 

Deixámos de fumar e agora o Governo quer um imposto de 0,60 cent. por ml. Um frasco que hoje custa 6 Euros, amanhã custará 12 Euros.

 

Há uma maneira de nos ouvirem: o CORREIO DO CIDADÃO da Assembleia da República.

 

Cada EMAIL que escrevermos vai para TODOS os deputados.

 

Vamos contar a nossa história: nós deixámos de fumar, nós não merecemos este imposto, nós temos que ser ouvidos!

 

VAPER, FAZ OUVIR A TUA VOZ!

É que nem de propósito...

 

A SPP achou por bem colocar os cigarros electrónicos no mesmo saco do tabaco, com aquele mote fantástico do "A única forma segura de fumar é não fumar".

 

(e é verdade... aliás, não "fumem" um cigarro electrónico: tentar acender uma bateria de lítio com um isqueiro deve dar mau resultado, hein?)

 

Mas nem de propósito, vejam o último editorial da Revista Addiction com o sugestivo título: "Electronic cigarettes: time for an accurate and evidence-based debate".

 

Sim, isto está a entrar num nível de "desinformação" tão mau que a revista Addiction, uma das mais conceituadas, já tem que fazer um editorial a apelar aos cientistas - e, pelo caminho, às organizações anti-tabaco - para se guiarem, imaginem, pelo rigor científico nas suas considerações sobre o cigarro electrónico.

 

"Many publications and statements by researchers, non-
governmental and governmental agencies and the wider
mass media mistakenly refer to e-cigarettes as tobacco

products. (...)

While it is true that the vast majority of e-cigarettes
use a nicotine containing solution that is extracted from
the tobacco plant, this is similar to nicotine replacement
therapies (NRT) and, unlike ordinary tobacco cigarettes,
the current e-cigarettes on the market operate with

‘no tobacco, smoke, or combustion’ (...)

We do not believe that NRT products are referred to as
tobacco products, so why are researchers inaccurately
classifyinge-cigarettes in this way? Whethert his is due to
lack of knowledge, carelessness or attempts to associate
e-cigarettes with the immense harm caused by tobacco,
classifying e-cigarettes as tobacco is inaccurate and

unacceptable".

 

SPP: classificar cigarros electrónicos como tabaco é "incorrecto e inaceitável".

 

Vergonha alheia, é o sentimento que nos inspira a campanha da SPP com o mote "A única forma segura de fumar é não fumar".

 

Escusado será dizê-lo, o alvo da campanha é o cigarro electrónico. Que a SPP fez o favor de colocar lado a lado com os cigarros de tabaco, os charutos e os cachimbos. E isto citando a OMS (who else?): há que combater o tabaco e os problemas causados pelo "fumo do tabaco"

 

"Esquece-se" a SPP de um pormenor: os cigarros electrónicos não são nem têm tabaco e o que deles sai não é "fumo do tabaco", que não têm, mas vapor de água.

 

Vamos lá outra vez, que isto parece ser complicado de perceber:

 

i) os cigarros electrónicos não têm tabaco - têm a mesma nicotina que os pensos e pastilhas e estes não são tabaco, pois não?;

 

ii) os cigarros electrónicos não se fumam - não há combustão, não há fumo.

 

Não é difícil.

 

 

En el fondo, lo que hay detrás de esta campaña difamatoria no es otra cosa que la defensa de los grandes intereses creados en torno al sector del tabaco: tabaqueras y estanqueros quieren regular el e-cig porque bien saben que es competencia directa y, de seguir así, acabará con su negocio; las farmacéuticas, por su parte, han invertido mucho dinero en productos para dejar el tabaco frente a la alternativa fácil y eficaz del vapeo; reguladores y asociaciones de todo tipo no quieren perder sus suculentas y generosas subvenciones para combatir el tabaquismo; y el Estado, cómo no, también muestra reparos, dado que, al fin y al cabo, el hábito que dice rechazar le reporta más de 10.000 millones de euros al año en recaudación de impuestos. -

 

Seguir leyendo: http://www.libremercado.com/2014-03-21/manuel-llamas-el-cigarrillo-electronico-acabara-con-el-tabaco-71067/

"A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) considera que o cigarro electrónico não deve ser utilizado enquanto não se conhecerem os efeitos que tem na saúde. Ana Figueiredo, coordenadora da Comissão de Tabagismo da SPP, reagiu, desta forma, à proposta de um grupo de 50 especialistas em saúde de vários países, os quais consideram que a Organização Mundial de Saúde (OMS) deveria encorajar o uso do cigarro electrónico mais do que procurar reprimi-lo, para reduzir a hecatombe causada pelo tabaco."

 

Errr.... será que 50 (cinquenta!) especialistas - todos com um currículo invejável e um nome a defender - fariam este apelo se não se soubesse os efeitos dos cigarros electrónicos na saúde?

 

E afinal, a SPP está contra os cigarros electrónicos porque não sabe os efeitos ou porque não gosta de ver pessoas a deitar vapor?

 

"Estamos numa fase de grande confusão que não deverá ser clarificada tão cedo, porque é difícil de clarificar", disse Ana Figueiredo."

 

Não, não estamos. Em 2008, podiam dizer que "não sabemos nada". Em 2014, não podem. E se não sabem, têm obrigação de saber. Ou de estar calados.

 

Mas esperem: A SPP considera que o importante é as pessoas deixarem de fumar e, para tal, existem no mercado produtos indicados. "Não somos contra os fumadores, mas sabemos que o tabaco faz mal e o que nos interessa é que as pessoas deixem de fumar",

 

 

Que maravilha. Não, não são contra os fumadores. Só estão a fazer propaganda contra algo que lhes pode salvar a vida porque não percebem a diferença - ou não querem perceber - entre fumar e vaporizar. Talvez alguém oiça a SPP e largue o seu vaporizador para voltar a fumar. Afinal, os médicos não aconselham o seu uso. Bom trabalho, SPP!

 

E, claro, existem outros produtos no mercado. Devidamente licenciados e cujos efeitos se conhecem. Por exemplo, pensos e pastilhas, que já se sabe que são muito menos eficazes que os vaporizadores para deixar de fumar. Ou, por exemplo, estes que já se sabe que podem ter como efeito secundário possível o suicídio. Cigarros electrónicos é que não. Porquê?

 

 

 

A coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Ana Figueiredo, recorda que a introdução dos cigarros light e slim, anunciados como tendo menos nicotina, também pretendia diminuir o consumo, mas muitas vezes as pessoas acabam por fumar mais ainda. A pneumologista faz consultas de cessação tabágica e diz que não conhece ninguém que tenha deixado de fumar com e-cigarros ou sequer que tenha abandonado os cigarros tradicionais.” Público, 26.1.2014

 

Segundo Ana Figueiredo, Coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, “é importante consciencializar os fumadores para a importância da cessação tabágica, promovendo o combate à dependência física e psicológica, a qual não deve passar por substitutos como cigarros light e slim, anunciados como tendo menos nicotina, ou até cigarros eletrónicos”.

“A luta contra o tabagismo deve passar pela eliminação da dependência, o que não acontece com o uso do cigarro eletrónico que acaba por constituir um retrocesso na luta contra o hábito quando o objetivo é a cessação tabágica, não é a sua substituição”, acrescenta Ana Figueiredo DN, 26.5.2014”

 

Algumas perguntas:

 

1 - Compreende a diferença entre um cigarro light ou slim e um cigarro electrónico?

 

É fácil: os primeiros, ainda que light ou slim, contêm tabaco e funcionam por combustão, produzindo fumo; os segundos não contêm tabaco e não produzem fumo. E é o fumo que causa as doenças relacionadas com o tabagismo. Parece-me uma diferença relevante.

 

2 - Sim, os cigarros electrónicos têm nicotina (a maior parte) e a nicotina causa dependência. E então? A nicotina, se não for consumida através da queima da folha do tabaco, não está ligada a nenhuma doença. É por isso que os pensos e pastilhas de nicotina, que recomenda para deixar de fumar, até já podem ser utilizados a longo prazo. Qual é a diferença entre ser dependente de pastilhas de nicotina ou de líquido com nicotina para vaporizar?

 

3 - Dá consultas de cessação tabágica e nunca lá apareceu ninguém a dizer que tinha deixado de fumar com cigarros electrónicos? Errrr… nem sei que lhe diga: eu deixei de fumar 30 cigarros por dia no próprio dia em que comprei o meu cigarro electrónico. De facto, não me lembrei, na semana seguinte, de marcar uma consulta de cessação tabágica para lhe dizer que já tinha deixado de fumar. Mas posso tratar disso…

 

 

Carlos Robalo, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, vem apoiar a proibição de vaporizar em locais públicos - aquela da notícia FALSA do outro dia - e diz as coisas mais espantosas:

que “não se deve voltar a ver nesses espaços…pessoas a fumarem estes cigarros electrónicos… é um passo atrás” porque “pode levar os jovens a iniciar o hábito, como já aconteceu noutros países”. E, por isso, os médicos devem desaconselhar o uso de cigarros electrónicos, “como é óbvio”

 

1 - Dizer a utilizadores de cigarros electrónicos - que deixaram de fumar e venceram a luta, que era antes de mais deles, contra o tabaco - que os cigarros electrónicos são “um passo atrás” é, no mínimo, OFENSIVO

 

2 - É “óbvio” que devem ser desaconselhados? Neste momento, há já milhares de pessoas em Portugal que deixaram de fumar graças aos cigarros electrónicos; no Reino Unido são só 2.1 milhões, dos quais 700.000 deixaram totalmente de fumar. O que devem fazer, se os médicos desaconselham o uso - voltar a fumar?

 

3 - A sério, reflicta sobre estes números: os cigarros eletrónicos, em 2 anos, reduziram o número de fumadores em 7%. 700.000 ex-fumadores. Isto é um retrocesso?

 

4 - Onde é que leu que noutros países há jovens que começaram pelos cigarros electrónicos e depois passaram para os cigarros normais? Onde? É que não há NADA que prove esta afirmação (e olhe que nós temos os estudos todos e todos os comentários aos estudos)

 

5 - Apraz-me ver que não inventa uma teoria de “vapor passivo”; ao menos isso. Mas é o “ver” que o incomoda. Vamos restringir liberdades fundamentais por uma questão estética (da sua estética…)? Boa sorte.

 

 

 

• Relatório da Action on Smoking and Health - UK, Abril 2014:

http://www.ash.org.uk/files/documents/ASH_891.pdf

- 2.1 milhões de utilizadores no Reino Unido, correspondendo a 20% da população fumadora ou ex-fumadora

- desses, 700.000 deixaram já de fumar; os restantes reduziram

- não há indicação do efeito contrário, i.e., de as pessoas começaram pelo vapor e depois passarem para os cigarros

 

 • Estudo recente, peer-reviewed

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/add.12623/abstract;jsessionid=FE18B06223F80A06F019EFF35E5EF353.f02t03: 60% probabilidade de deixar de fumar (bastante superior às terapias de substituição de nicotina, como pensos e pastilhas)

 

• Recente mudança de posição do Departamento governamental de Public Health inglês, apoiando os cigarros electrónicos

 

E, entretanto, a OMS - que primeiro queria que fossem medicamentos, e agora se prepara para pedir que tenham o mesmo tratamento dos cigarros - é chamada publicamente a dar explicações.

 

Vamos imaginar que há pessoas que não aprovam o sexo sem ser com fins reprodutivos. E tentam que as outras pessoas não tenham sexo. Mas as pessoas estão-se pouco lixando e continuam no truca-truca.

 

Entretanto, descobrem que há doenças sexualmente transmissíveis. Combatem o sexo, não por puritanismo, mas por razões de saúde - pelos menos, é o que dizem. Algumas pessoas, assustadas, enveredam pela abstinência. Outras não. Algumas morrem.

 

Então, descobre-se o preservativo. O sexo não se torna 100% seguro mas torna-se 99% mais seguro. Ficam em pânico: já havia abstinentes e de certeza que conseguiriam muitos mais mas… 99% mais seguro, já ninguém lhes vai dar ouvidos.

 

E o que fazem? Mentem. Dizem que não é nada mais seguro, que há riscos, que não se sabe, que não vale a pena, que até é pior.

 

Alguns vão na conversa. Mas também não vão na abstinência. E alguns morrem.

 

 

Agora é substituir sexo por tabaco e preservativo por cigarro eletrónico.

 

*sim, estamos a trabalhar para aumentar o número de visitas do blog.

 

Porque ainda há jornalistas que vão para a rua e se preocupam em ouvir todos os lados da mesma questão.

 

 


Movimento Vaper

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*Movimento de cidadãos sem ligações comerciais

movimentovaper@sapo.pt